Após a conclusão do último torneio regional da época, e ainda antes dos campeonatos nacionais de verão, vale a pena fazer um pequeno balanço para tentarmos perceber como estava a ANC no inicio, para onde queria ir e onde a ANC conseguiu no decorrer desta ano chegar. O balanço desportivo, por não ter terminado a época, e por não depender exclusivamente de nós, é deixado para momento posterior e para o diretor técnico regional.
Como os mais atentos à vida da Natação no distrito de Coimbra podem recordar, precisamente nesta altura há um ano, estávamos em convulsão. Havia um conselho de arbitragem, mas não havia árbitros. Tivemos necessidade de recorrer às associações nossas vizinhas para podermos realizar os torneios. Um ano depois conseguimos ultrapassar com sucesso esta dificuldade. Foram organizados dois cursos de arbitragem que permitiram a formação de cerca de sessenta novos árbitros. Além disso, preenchemos todas as vagas disponíveis no curso complementar de arbitragem de natação pura. Finalmente, e não menos importante, passámos a ter um conselho de arbitragem competente e dinâmico que em muito contribuiu para a pacificação do sector.
Em termos organizativos introduzimos algumas alterações na parceria com as Associações de Natação do Distrito de Leira e de Aveiro para que as despesas dos torneios fossem reduzidas e divididas de forma mais transparente e justa. As contas demonstram que estas alterações deram o resultado esperado, tendo reduzido os custos em termos associativos. Tentámos ainda reduzir os custos dos clubes que nos visitam institucionalizando uma prática que alguns clubes seguiam ao almoçarem nos restaurantes universitários.
Em termos desportivos, encarámos as selecções como forma de dinamização e motivação dos envolvidos na modalidade. Os estágios e as participações foram apreciados por todos tendo atingido a expressão máxima com a obtenção de três recordes nacionais pelas estafetas de Infantis A em masculinos e femininos. Ainda neste âmbito criámos um projeto para a reformulação dos quadros competitivos de cadetes e infantis. Ouvimos cerca de 80 pessoas, representativas de todos os sectores da natação regional e nacional. O regulamento foi aprovado pela Federação Portuguesa de Natação.
Este final de época deixa-nos muitos desafios pela frente sendo os principais: a reformulação dos quadros competitivos, a redução de custos para os clubes e a consolidação da arbitragem. O sucesso da implementação da reformulação dos quadros competitivos nos escalões de formação é, por nós, encarada como um meio para ter mais e melhores nadadores. A redução de custos para os clubes será conseguida com o aprofundamento das relações com as associações de natação nossas vizinhas, reorganizando geograficamente os torneios e promovendo ações que reduzam o peso da alimentação e estadia nos orçamentos. A consolidação do corpo de arbitragem será efetuada replicando o sucesso da formação de árbitros na natação pura para todas as disciplinas, águas abertas, pólo aquático e natação sincronizada.
Estas são as três vertentes essenciais em que iremos apostar na próxima época e para as quais continuamos a contar com a disponibilidade de dedicação de todos os envolvidos na Natação.
A Direção da ANC
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